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Estilo de vida

O novo comportamento do viajante brasileiro explica o crescimento do short stay

8/05/2026

7min de leitura

Ana Laura Galdino

Editor de Conteúdo

Ana Laura Galdino
O novo comportamento do viajante brasileiro explica o crescimento do short stay

O crescimento do short stay na Luggo não é fruto de uma moda passageira ou de uma aposta intuitiva. Ele é resultado de um cenário claro: dados, comportamento do consumidor e estratégia de negócio caminham juntos.

A pesquisa O Viajante Brasileiro, realizada pelo Globo Gente, mostra, com números consistentes, que viajar deixou de ser um evento pontual e se tornou um hábito recorrente, integrado à rotina das pessoas. Mais do que isso, revela como, por que e por quanto tempo o brasileiro viaja — e essas respostas ajudam a entender por que o modelo de short stay cresce de forma acelerada.

  • 96% dos brasileiros pretendem viajar nos próximos 12 meses
  • 58% planejam viagens curtas
  • 72% evitam destinos lotados
  • 52% buscam experiências mais autênticas do que hotéis tradicionais oferecem

Esses números não sinalizam o futuro. Eles descrevem o presente.
E o presente do turismo brasileiro favorece, de forma direta, modelos flexíveis, urbanos e orientados à experiência — exatamente o espaço onde o short stay se consolida.


Viajar virou comportamento, não exceção

Durante muito tempo, viajar era encarado como algo raro, planejado com meses de antecedência e concentrado em um único período do ano. Esse padrão mudou.

Hoje, 56% dos brasileiros costumam viajar ao menos uma vez por ano, e o fazem, em média, em quatro momentos diferentes ao longo do ano. Feriados prolongados, fins de semana estratégicos, eventos culturais, shows, compromissos familiares ou profissionais passaram a compor a agenda de viagens.

Esse comportamento fragmentado muda completamente a lógica do turismo:

  • menos viagens longas,
  • mais deslocamentos curtos,
  • menos permanência,
  • mais frequência.

Quando viajar se torna parte da rotina, o viajante passa a buscar praticidade, controle de custos e conforto funcional, e não necessariamente luxo ou serviços padronizados.

O short stay nasce exatamente dessa mudança.


A ascensão das viagens curtas e urbanas

O dado é claro: 58% dos brasileiros pretendem fazer viagens curtas nos próximos 12 meses. Esse número, isolado, já explica parte relevante da transformação no mercado de hospedagem.

Viagens curtas exigem outro tipo de solução. O viajante não quer:

  • processos longos de check-in,
  • serviços que não serão utilizados,
  • custos que não fazem sentido para poucos dias.

Ele quer:

  • entrar e sair com facilidade,
  • espaço para trabalhar, descansar e se deslocar,
  • localização que reduza tempo perdido,
  • sensação de estar vivendo a cidade, não apenas dormindo nela.

Destinos urbanos como Belo Horizonte e Rio de Janeiro concentram esse perfil de viagem. São cidades que recebem turistas por múltiplos motivos:

  • eventos corporativos,
  • shows e festivais,
  • visitas a familiares,
  • compromissos médicos,
  • turismo gastronômico,
  • escapadas de fim de semana.

Esse fluxo constante e diversificado favorece um modelo de hospedagem que seja flexível, escalável e alinhado ao uso real da cidade.


Custo-benefício é prioridade — e o viajante faz contas

Outro ponto central da pesquisa é a forma como o brasileiro decide viajar.
O preço não é apenas relevante: ele é determinante.

  • 71% escolhem o destino com base no custo total da viagem
  • 76% comparam preços antes de reservar
  • 71% esperam promoções antes de fechar passagens ou hospedagem

Mas custo-benefício não significa buscar a opção mais barata. Significa buscar mais valor pelo dinheiro investido.

É por isso que as hospedagens alternativas já ocupam um espaço sólido no imaginário do consumidor:

  • 59% afirmam economizar ao optar por acomodações fora da rede hoteleira tradicional
  • 53% valorizam mais espaço e privacidade
  • 52% associam essas opções a experiências mais autênticas

O short stay une o que antes parecia oposto:
✅ custo competitivo
✅ estrutura profissional
✅ padrão de qualidade
✅ liberdade e autonomia

Esse equilíbrio é um dos grandes motores do crescimento do modelo.


Menos turismo de massa, mais experiência personalizada

Outro comportamento que impacta diretamente o setor é a busca por tranquilidade.
Com 72% dos viajantes evitando destinos muito lotados, cresce a valorização de:

  • boa localização,
  • mobilidade urbana,
  • experiências locais,
  • controle do próprio ritmo.

O viajante quer decidir:

  • onde comer,
  • quando sair,
  • como aproveitar o tempo.

O short stay oferece essa liberdade de forma natural. Em vez de horários rígidos e serviços padronizados, o hóspede ganha autonomia, sem abrir mão de conforto, segurança e previsibilidade.


Autenticidade como valor central

Mais da metade dos brasileiros afirma buscar experiências mais autênticas do que aquelas oferecidas por hotéis tradicionais. Essa busca não está ligada apenas à estética, mas à forma de viver o destino.

O viajante quer:

  • cozinhar se quiser,
  • receber visitas,
  • trabalhar remotamente,
  • circular pelo bairro,
  • consumir como um morador local.

Isso se conecta diretamente a outro dado relevante: a gastronomia.
66% dizem que a culinária local influencia na escolha do destino, e 45% já escolheram uma viagem pensando em experiências gastronômicas.

Hospedar-se em um apartamento, integrado à dinâmica urbana, facilita esse tipo de vivência.


O turismo como ferramenta de bem-estar

Além do lazer, o turismo passou a ocupar um papel importante na saúde mental.
Em um contexto de excesso de estímulos, estresse e hiperconectividade, viajar se tornou uma forma legítima de desconexão e recarga emocional.

  • 90% dos brasileiros acreditam que viajar ajuda a lidar com o estresse
  • 77% viajaram ou pretendem viajar em feriados prolongados

Esse comportamento impulsiona o que se chama de economia do escapismo, um mercado global trilionário, onde as pessoas buscam pequenas pausas com propósito.

O short stay se encaixa perfeitamente nesse conceito: ele permite fugas rápidas, acessíveis e práticas, sem a complexidade de uma grande viagem.


Viagem nacional segue dominante

Mesmo com o desejo de conhecer outros países, a realidade mostra que:

  • 80% dos brasileiros pretendem fazer viagens nacionais
  • apenas 16% planejam viagens exclusivamente internacionais

Os principais motivadores das viagens dentro do Brasil são:

  • custo mais baixo,
  • facilidade de deslocamento,
  • flexibilidade de tempo,
  • visitas a amigos e familiares.

Além disso, 74% afirmam preferir destinos nacionais pela facilidade de acesso e 76% consideram mais simples organizar uma viagem dentro do país.

Esse cenário fortalece modelos urbanos, posicionados em cidades com fluxo contínuo — exatamente o perfil do short stay da Luggo.


Por que o short stay é um dos modelos mais inteligentes do mercado

Ao analisar todos esses dados em conjunto, fica claro que o short stay cresce porque responde a quatro grandes mudanças estruturais do turismo brasileiro:

  1. Mais viagens, menos duração
  2. Foco em custo-benefício real
  3. Busca por autenticidade e autonomia
  4. Preferência por destinos urbanos e nacionais

Não se trata de substituir hotéis, mas de ocupar um espaço legítimo e crescente, onde o viajante busca flexibilidade sem abrir mão de qualidade.

Na Luggo, o short stay avança porque:

  • está integrado à lógica da cidade,
  • é pensado para diferentes perfis de viajantes,
  • entrega padrão, conforto e localização,
  • acompanha o comportamento real do consumidor.

Conclusão

Os dados são consistentes e convergentes.

O turismo no Brasil está cada vez mais:

  • frequente,
  • nacional,
  • urbano,
  • de curta duração,
  • orientado à experiência.

O short stay não surge como resposta futura, mas como solução atual para um novo padrão de consumo.
E o crescimento do short stay na Luggo demonstra exatamente isso: quando estratégia e comportamento caminham juntos, o resultado aparece.

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